23.6.12

Rio +20

Rio +20: pós e contras
Após muita caminhada pra lá e pra cá, consegui participar e ver muita coisa, realmente esse evento foi de grande importância para o Rio de Janeiro, para o Brasil e para o mundo. Do tamanho que foi e sendo onde foi, muitas coisas deixaram a desejar, a falta de informação da própria equipe de apoio e a programação mal feita, além da péssima divulgação do evento, foram uns dos aspectos que me deixaram chateada. Acredito que todas as pessoas, principalmente os cariocas deveriam ter ido ao menos em um dos pontos onde estavam acontecendo algum tipo de interatividade.
O museu montado no Forte de Copacabana foi extremamente lindo e impactante, percebi que não temos a menor ideia da proporção de coisas que acontecem a nossa volta e o quanto isso interfere em nossa vida e no ambiente; nossos maus hábitos e egoísmo são exemplos de atitudes que deveriam ser mudadas radicalmente.
Palestras, invenções, música, artesanatos, intervenções, brincadeiras, debates, exposições e muita, muita informação sustentável fizeram parte das tendas desde o MAM até a praia do Flamengo, onde pude ir três dias e no Pier Mauá que fui dois dias. O mais bonito foi ver que apesar de ainda serem poucas, muitas pessoas estão interessadas, preocupadas e engajadas no tema sustentabilidade e estão procurando e lutando por soluções para o nosso planeta, tanto para o meio ambiente quanto para a sociedade.
Outro ponto que me chamou muita atenção foi a diversidade de pessoas juntas num lugar, aonde vive esse povo todo?! Por um momento passei de carrinho elétrico por um corredor onde vi de tudo, índios, rastas, hippies, alternativos, curiosos, hare krishnas cantando seus mantras e tocando instrumentos, me senti em outro país, fiquei maravilhada como nosso mundo tem pessoas incríveis e diferentes dentro de sua individualidade. Uma experiência única, posso dizer.
Adorei ter visitado o navio Rainbow Warrior do Greenpeace, apesar de ter visto pouca coisa, a quantidade de conversas trocadas com voluntários foi realmente interessante e instigador. É  bom saber (e conhecer) que ainda existem pessoas boas nesse mundo tão cruel.
Por último, uma pena, o texto final das conferências ter deixado a desejar com um 'resultado tímido e promessas adiadas', mais uma vez estamos a mercê de líderes não tão alarmados com o futuro do nosso planeta, pois enquanto o dinheiro estiver acima da vida, o mundo continuará como está ou até pior.
Deixo aqui minha esperança, porque (in)felizmente é a última que morre...



                    
(frase de Darcy Ribeiro)








(expo interativa Vik Muniz)


:)

Nenhum comentário: